CULTURA AFRO-BRASILEIRA

Ancestralidade não pertence apenas ao passado. Ela permanece nos corpos, nos gestos, nos saberes e nas tradições que continuam sendo transmitidas.

Há anos desenvolvo um trabalho documental dedicado às culturas afro-brasileiras, com atenção especial às religiosidades de matriz africana. Candomblé, Umbanda, celebrações, comunidades, ritos e seus diferentes modos de preservar e compartilhar conhecimento fazem parte dessa construção visual.

Fotografar esses territórios exige convivência, respeito e compreensão de seus limites. Nem todo momento pertence à câmera. Há acontecimentos que podem ser documentados e outros que devem permanecer resguardados pelo sagrado.

Meu trabalho procura construir memória sem transformar tradição em espetáculo, reconhecendo as pessoas e comunidades como protagonistas de suas próprias histórias.

Fotografar ancestralidade é compreender que algumas imagens registram um instante; outras carregam aquilo que atravessou gerações.